domingo, 13 de novembro de 2011

Vargem

estouvado
arrais de capote
regato relogio
sutache vermelho
sibilo na caixa
de estoque
joeirar trigo
do chapéu coelho
olhos perpassar teus sentidos...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Luz

eu

longe veio aqui
navio
de
gente transbordando de rir
nesta
restinga
lamparinas cheias de lua...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quem tem competencia se estabelece

a terra firme estremeceu
do lago plácido nascem ondas
o sol surpreso escondeu
seus raios nas escuras sombras

foi nesse interessante cenário
que daqueles lábios surgiram
palavras que nem o mais sábio
dos sacerdotes curiosos ouviram

disse o frágil e contido ser
minha amada a noite e a lua nos brinda
eu me caso, sim, quando me estabelecer
eu viverei contigo até que a luz finda...

sepulcral o silêncio preenche o arauto
na vela a chama antes altiva sucumbe
levada pelos ventos gélidos do planalto
a donzela desaparece imóvel sobre o betume...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O outro

falar mal da vida alheia
só perde para o futebol
mas aqui a gente colhe o que semeia
e o perfume vira um dia formol


fazer o quê se a minha vida não tem graça
o que aquele faz parece bem interessante
por mais que tento não há o que faça
tirar os olhos a vítima meu semelhante

precisamos manter a conversa
por mais que esculhambemos o outro
contar veneno a história com pressa
enriquece o enredo mais torto

Passamos a vida assim julgando
já de manhã vestimos impecável Toga
ai de quem não estiver matraqueando
pobre do infeliz que sai da toca!