terça-feira, 17 de abril de 2012

Porco cane

Ma passe logo as bola Rolindinho
deixa a máscara! bradava o simpático Berbigone
só para dar um belo e doce pegadinho
para eu depois provar o panettone

vamos brincar e brindar a noite toda esse fervor
esquecer o mundo lá fora as coisas mundanas
por mais que aqui esqueçamos da mágoa e da dor
hoje é teu dia de pagar as inuteis puttanas...

eu não

hoje eu não quero poemas,certa, deixa eu sentir a realidade fria, reta, nos olhos quem disse que amava e nas mãos inquietas partia...

hj eu quero a noite assim serena como quem não tem pressa nem pena, iluminas,
eu quero ienas, apenas, quero voar, essa pobre atenas, meu peito em ruínas...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

8 dias quase uma semana...

considerando que os fatos narrados no prelúdio dos teus lábios acordo sentada sobre o livro de Machado de Assis empoeirado...ao lado adormece Fernando Pessoa, com seu chapéu estranho escondido pela caneta de parece estanho...
é noite ou dia? meu coração gira tranquilo, se amo, se odeio, ele sempre canta...mas são diferentes melodias, esse músculo não tem jeito, tudo isso que tem feito, não tem pena por que não voa, levanta, só eu a me lançar no espaço...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

aos trinta e um dias de um outono meio frio...agora quente

não ta morto quem esbraveja
já dizia a sábia Profa.Fritolla
não tá só mesmo quem ruim veleja
mar lindos sonhos a camisola

o que guardo deu ares de vida
isso é um maravilhoso sinal
que pelo mundo cruel não vencida
ainda posso mudar o final

esses olhos lindos e despertos
tiram- me de um sôfrego torpor
mostram a água sobre o deserto
pulsa fumaça coração a vapor

Pudera navegar nesse trem nas águas inqueitas do teu ar...